Alexandre Dias

Currículo

Alexandre Ferreira de Souza Dias, nascido em Brasília em 16 de janeiro de 1984, iniciou seus estudos de piano aos 10 anos. De 1999 a 2004 teve aulas particulares com Elza Kazuko Gushikem, professora de piano aposentada pela Universidade de Brasília, e de 2004 a 2008 teve aulas particulares com Neusa França, ex-assistente de Magda Tagliaferro, e pioneira no ensino de música em Brasília.

Teve masterclasses de prática de conjunto e piano erudito com a pianista Maria Teresa Madeira no 26º, 27º, 28º, 29º e 30º Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília (CIVEBRA) (janeiro de 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008), de piano erudito com Pierre Feraux no 27º, 28º e 29º CIVEBRA (janeiro de 2005 e de 2006), com Piero Rattalino (abril de 2006, no Teatro Nacional de Brasília), além de aulas de harmonia com Ian Guest no 28º, 29º e 30º CIVEBRA (janeiro de 2006, 2007 e 2008). Nesta época, participou de diversos recitais como aluno, apresentando obras para piano solo de compositores como Bach, Beethoven, Brahms, Chopin, Liszt e Scriabin, além de músicas de câmara.

Em dezembro de 2002, foi convidado pelo maestro David Junker a integrar o Madrigal UnB como baixo, permanecendo até 2003. De novembro de 2003 a dezembro de 2004, integrou o Coral do UnB como pianista correpetidor e como baixo.

Paralelamente a suas atividades musicais, formou-se em Ciências Biológicas na Universidade de Brasília (Bacharel em 2005 e Licenciatura em 2006), defendeu sua dissertação de mestrado em 2009, e sua tese de doutorado em 2013, ambas pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia, da Universidade de Brasília, na área de Bioacústica, investigando a comunicação sonora de aves do Cerrado. De 2010 a 2012, trabalhou na Universidade Paulista (UNIP – Campus de Brasília), como professor de biologia. A partir de 2013, passou a dedicar-se exclusivamente à música, prosseguindo com suas atividades como pianista, pesquisador e professor de piano.

No período em que foi aluno da UnB, cursou diversas disciplinas do Departamento de Música, incluindo Introdução à Música 1 e 2 com Bohumil Med, Percepção Musical 1 com Sérgio Nogueira, Percepção Musical 2 com Jonas Correia, Harmonia Superior 1 a 3 com os profs. Alexandre Antunes e Renato Vasconcelos, Música de Câmara 1 e Harmonia e Improvisação na MPB com Renato Vasconcellos, Prática de Gravação 1 com Vadim Arsky, e Canto Coral 1 a 3 com os maestros David Junker e Edson Carvalho.

Em 2001, criou a lista de discussão na internet chamada “O Malho”, que esteve em atividade por cerca de 10 anos, tendo como escopo assuntos relacionados ao choro e à música da Belle Époque brasileira, da transição dos séculos XIX e XX, área em que passou a se especializar.

De 1999 até o presente, tem pesquisado a obra e discografia de Ernesto Nazareth, sendo este o seu tema de pesquisa de mais longa duração. Por volta de 2004, conseguiu reunir todas as partituras de Ernesto Nazareth com base em pesquisas em diversas bibliotecas, acervos particulares e lojas de partituras. Neste período, catalogou mais de 3.000 gravações comerciais de obras de Nazareth realizadas desde 1902 em diversos países. Destas, conseguiu reunir em sua coleção mais de 2.600 gravações, formando o maior acervo discográfico deste compositor. Também foram reunidos e catalogados livros sobre Ernesto Nazareth, publicações acadêmicas, vídeos, extensa hemeroteca, e gravações não-comerciais.

Nesta época, começou a ser reconhecido como uma referência no estudo de Ernesto Nazareth, e passou a ser convidado a participar de programas de TV, como o “Conversa de Músico” (TV Senado, 2004), e Piano & Movimento (UnB TV, 2007), interpretando músicas raras de Ernesto Nazareth; e programas de Rádio, como os programas “Música e Músicos do Brasil” - Rádio MEC FM, Rio de Janeiro - em 2002, 2003, 2005, 2007 e 2013, apresentado por Lauro Gomes, e Roda de Choro - Rádio Câmara, 96,9 FM, Brasília – em 2003, 2005, 2012 e 2013, apresentado por Ruy Godinho, apresentando-se ao piano e fornecendo informações sobre as obras de compositores como Ernesto Nazareth, Marcello Tupynambá e Aloysio de Alencar Pinto, em programas especiais dedicados a eles. Em 2005, apresentou um programa inteiramente dedicado a Aloysio de Alencar Pinto, com quem pôde conversar por telefone diversas vezes durante seus 5 últimos anos de vida. Neste programa, veiculado pela Rádio MEC, com produção de Lauro Gomes, interpretou o Sarau de Sinhá de Aloysio de Alencar Pinto, a 4 mãos com Maria Teresa Madeira, e apresentou diversas gravações históricas. Também colaborou com a Rádio MEC em diversas outras instâncias, fornecendo a discografia completa e gravações não-comerciais de Guiomar Novaes e Nelson Freire para a elaboração dos Ciclos de programas dedicados a estes pianistas. Frequentemente colabora com instituições de ensino como a Escola de Música de Brasília e a Universidade de Brasília, realizando palestras e recitais didáticos sobre os compositores que pesquisa.

Em 2004, organizou juntamente com Wandrei Braga o site “Ernesto Nazareth- Rei do Choro” (hoje não mais disponível, pois foi absorvido por outro site, que será mencionado mais à frente), apresentando textos históricos e raros sobre Nazareth, além de uma seção especial dedicada a Maria Teresa Madeira, em que catalogou mais de 700 concertos da pianista desde 1979, detalhando a data, local, nome de cada obra apresentada, compositores, e músicos participantes.

Em 2007, iniciou uma pesquisa aprofundando-se nas obras raras e inéditas de Ernesto Nazareth, produzindo a série “Músicas Raras de Ernesto Nazareth’, veiculada no site Sovaco de Cobra (http://sovacodecobra.uol.com.br/2007/03/ernesto-nazareth-inedito/), e para a qual gravou 71 músicas em sua versão original para piano solo. Para cada música, foi escrito um texto com extensa pesquisa, incluindo ilustrações. Estas músicas correspondem a músicas inéditas (i.e. que até não haviam sido gravadas comercialmente) e músicas raras (que, por exemplo, ainda não haviam sido gravadas em seu original para piano solo).

Como resultado desta pesquisa, em 24 de março de 2007 participou do recital intitulado “Músicas de Ernesto Nazareth que você nunca ouviu!”, no auditório da LBV em Brasília, organizado pela professora Neusa França, do qual também participou o pianista Gustavo Trancho de Azevedo.

A partir de 2007, passou a dar aulas particulares de piano, realizando recitais semestrais com seus alunos e pianistas convidados.

Em 2008, foi convidado pelo pianista americano Tom McDermott a registrar em CD algumas das músicas raras de Ernesto Nazareth. Foram gravadas 14 faixas em estúdio no Rio de Janeiro, que passaram a ser vendidas no site da gravadora Choro Music, em formato MP3 (http://www.choromusic.com.br/mp3part-enraras.htm). Também foi convidado pela pesquisadora Maria Luiza Kfouri a escrever um ensaio sobre Ernesto Nazareth para a enciclopédia digital “Músicos do Brasil: Uma Enciclopédia”, resultando no ensaio “As Influências pianísticas na obra de Ernesto Nazareth” (http://ensaios.musicodobrasil.com.br/alexandredias-ernestonazareth.htm). Ainda em 2008, foi contratado pelo projeto “Circuito Nazareth”, coordenado por Rosana Lanzelotte, para revisar todas as partituras de Ernesto Nazareth, gerando a primeira edição completa de toda sua obra, com revisão padronizada. O site foi lançado em 2009 no endereço www.ernestonazareth.com.br.

Em 2010, juntamente com artistas de renome internacional, foi convidado a apresentar dois recitais solo no festival Rio Folle Journée, onde tocou peças de Chopin e Ernesto Nazareth, no anexo do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 2011, com patrocínio do edital Natura Musical, coordenou o projeto Acervo Digital Chiquinha Gonzaga (www.chiquinhagonzaga.com.br), juntamente com Wandrei Braga. O projeto restaurou a obra fundamental de Chiquinha Gonzaga, para piano solo e piano e canto, disponibilizando gratuitamente mais de 300 partituras. Também atuou como pesquisador, revisor musicólogo de todas as partituras (gerando uma edição padronizada inédita), e pianista nos recitais de lançamento no Rio de Janeiro (Instituto Moreira Salles e Escola Villa-Lobos), São Paulo (Teatro Humboldt e Auditório Ibirapuera), e Brasília (Auditório da LBV).

Em 2012, a convite do Instituto Moreira Salles, passou a atuar na concepção, pesquisa e coordenação do site Ernesto Nazareth 150 Anos (www.ernestonazareth150anos.com.br), juntamente com Bia Paes Leme e Paulo Aragão, em preparação para as comemorações do sesquicentenário do compositor em 2013. Para este site, forneceu sua pesquisa inédita da discografia completa de Nazareth, incluindo mais de 2.600 gravações que agora estão disponíveis para audição online, e extensa bibliografia sobre o compositor. No blog do site, publicou diversos textos referentes às pesquisas que desenvolve, como por exemplo a trilogia “Querido por todos”, listando todas as obras dedicadas a Ernesto Nazareth, “O laço de Nazareth”, sobre um padrão recorrente em suas melodias, a trilogia “Um maxixe nos EUA”, sobre a rica história do maxixe “Dengoso”, a trilogia “Os maxixes no exterior” sobre a “febre” dos maxixes na Europa e EUA na década de 1910, Frederico Mallio e Nazareth, Jacob do Bandolim e sobre sua tese sobre o suicídio de Nazareth, Gírias do Rio Antigo na obra de Nazareth, texto sobre a Exposição Comemorativa do Centenário de Ernesto Nazareth em 1963, com fotos inéditas cedidas especialmente por D. Mercedes Reis Pequeno, organizadora da exposição, “Manual de dicas para pesquisas sobre música na internet”, com diversas informações para auxiliar pesquisadores de música a aumentarem o poder de suas pesquisas, “A indústria de rolos de piano brasileiros”, “Um ano Nazarethiano – Retrospectiva 2013”, “Nazareth por ele mesmo”, “O cancioneiro de Ernesto Nazareth”, “O universo musical nazarethiano”, “Os arranjos de Radamés Gnattali para dois pianos”, e o texto em homenagem a D. Mercedes Reis Pequeno, após seu falecimento, reunindo todos os catálogos das exposições que organizou. O site EN150 tem funcionado como uma referência mundial para músicos e pesquisadores interessados na obra de Ernesto Nazareth, e tem oferecido subsídios para novos CDs e trabalhos acadêmicos lançados nos últimos anos. Em 2013, ajudou a triangular a parceria entre o biógrafo Luiz Antonio de Almeida e o Instituto Moreira Salles, viabilizando pela primeira vez a publicação (online) de sua biografia de Ernesto Nazareth, preparada ao longo de quarenta anos.

Participou como pianista no recital de lançamento do site EN150 em março de 2012, dividindo o palco com Marcelo Bernardes (flauta), Marcílio Lopes (bandolim), Luciana Rabello (cavaquinho), Maurício Carrilho (violão) e Paulo Aragão (violão). No mesmo ano, foi convidado pelo grupo Choro & Companhia a participar do CD “Nazareth: fora dos eixos” como consultor e pianista.

Diversos músicos já o convidaram para atuar como consultor de repertório e de informações históricas sobre Ernesto Nazareth em projetos de gravação ou apresentações ao vivo, oportunidade que Alexandre utiliza para estimular que cada vez mais músicas raras de Nazareth sejam gravadas. Também já foi convidado para escrever o encarte de diversos CDs, como "Ouro sobre azul", de André Mehmari; "Tadeu Borges Interpreta Ernesto Nazareth"; "Sarambeque - 150 anos de Nazareth", do grupo Papo de Anjo; e a caixa com a gravação integral da obra de Ernesto Nazareth, pela pianista Maria Teresa Madeira - projeto este em que atuou como consultor desde o início.

Ainda em 2012, prosseguindo com o resgate de obras de compositores brasileiros, lançou com recursos próprios o site Acervo Digital Marcello Tupynambá (www.marcellotupynamba.com), em parceria com a editora Irmãos Vitale, a família do compositor e o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, disponibilizando pela primeira vez mais de 230 partituras do compositor paulista, além de sua discografia completa, filmografia, imagens, bibliografia, e a letra de todas as suas canções transcritas na íntegra. Para o lançamento do site, realizou recitais com a soprano Denise Tavares, apresentando em primeira audição diversas canções líricas de Marcello Tupynambá, em Brasília.

Em 2013, foi convidado a tocar no Festival Villa-Lobos (Espaço Tom Jobim), dividindo o palco com os músicos André Mehmari, Quarteto Maogani, e Sonia Rubinsky. Nesta ocasião, fez a estreia mundial da obra “Passeando com Nazareth”, que encomendou a André Mehmari. Em outro recital, dividiu o palco com o trio Terno Carioca (Lena Verani, clarinete; Luiz Flavio Alcofra, violão; e Pedro Aragão, bandolim e violão tenor), na Caixa Cultural, em Brasília.

No mesmo ano, lançou o Acervo Digital Henrique Alves de Mesquita (www.henriquealvesdemesquita.com.br), com recursos próprios, em parceria com o SESC Partituras, disponibilizando pela primeira vez mais de 50 obras deste importante compositor carioca, em nova edição para a qual realizou a revisão com notas críticas. Também catalogou sua discografia completa, imagens (incluindo raras capas de edições originais de suas partituras), vídeos, e a transcrição das letras de suas canções. 

Em março de 2013, foi convidado a participar do Simpósio Ernesto Nazareth 150 Anos, no Instituto Moreira Salles, realizado em parceria com a UFRJ e a UniRio, apresentando as palestras: “Padrões rítmicos em Ernesto Nazareth – elementos para compreensão do conceito de gênero musical na transição do século XIX para o século XX”, e “Nazareth em hemerotecas digitais brasileiras – uma nova fonte de pesquisa musicológica”. Nesta ocasião, escreveu o artigo ainda não publicado “Novas informações relativas à vida e obra de Ernesto Nazareth obtidas por meio de pesquisa na Hemeroteca Digital Brasileira e comparação de números de chapa de partituras editadas”.

Entre 2013 e 2015, revisou seis operetas inéditas de Chiquinha Gonzaga que agora estão disponibilizadas no Acervo Digital Chiquinha Gonzaga (www.chiquinhagonzaga.com.br), como parte do prêmio concedido pela EMC Corporation (o projeto ficou em segundo lugar em um edital internacional). São elas: A Corte na Roça, Forrobodó, Zizinha Maxixe, Depois do Forrobodó, Festa de São João e Manobras do Amor. Também revisou para o portal Musica Brasilis a opereta Pomadas e Farofas, de Chiquinha Gonzaga.

Em 2014, apresentou recitais solo na Casa Thomas Jefferson, em Brasília, e no Iate Clube do Rio de Janeiro, com obras de Schubert, Mozart, Mendelssohn, Schumann, Chabrier, Rachmaninoff, Poulenc, Kapustin, e estreias mundiais de obras que encomendou a Ricardo Tacuchian, David Thomas Roberts e André Mehmari. 

Ainda em 2014, participou da concepção e alimentação do portal Acervo Digital do Violão Brasileiro (www.violaobrasileiro.com.br), coordenado por Alessandro Soares. No mesmo ano, lançou juntamente com a musicóloga Drª Sara Cohen (UFRJ) o primeiro volume da Edição Crítica da Obra Completa de Ernesto Nazareth, com minuciosa pesquisa nos manuscritos do compositor e nas primeiras edições de cada obra. Também fez a revisão dos 18 arranjos de Radamés Gnattali sobre obras de Nazareth para dois pianos, disponibilizados no site EN150, triangulando uma parceria entre Nelly Gnattali, viúva do compositor, e o Instituto Moreira Salles. O lançamento foi realizado com um recital no Instituto Moreira Salles, interpretado por Alexandre Dias e Maria Teresa Madeira, a dois pianos, apresentando a maior parte destes arranjos inéditos.

Ainda neste ano, redigiu a carta para a comissão da Unesco que resultou na nomeação dos manuscritos de Ernesto Nazareth, presentes na Biblioteca Nacional, como patrimônio cultural da humanidade, na categoria Memória do Mundo.

Em 2015, lançou mais dois acervos digitais, com recursos próprios: o Acervo Digital Zequinha de Abreu (www.zequinhadeabreu.com), que apresenta o primeiro catálogo detalhado da obra do compositor, além de 108 partituras suas para download, imagens e bibliografia; e o Acervo Digital Eduardo Souto (www.eduardosouto.com.br), que também apresenta o primeiro catálogo da obra do compositor, e oferece para download 209 partituras, além de discografia, imagens, e bibliografia. Todas as partituras dos acervos digitais que tem montado vêm de inúmeras fontes em que tem pesquisado, incluindo bibliotecas brasileiras (como a Biblioteca Nacional) e estrangeiras (como a Biblioteca Nacional da França), acervos particulares (a partir de uma extensa rede de colaboradores que mantém por e-mail e redes sociais), e lojas de partitura e leilões online. Futuramente, há planos para se lançar acervos digitais dedicados a outros compositores brasileiros como Luciano Gallet, e Sinhô, Aloysio de Alencar Pinto, Alexandre Levy, Luiz Levy, entre outros.

Ainda neste ano, apresentou uma série de recitais no Rio de Janeiro (Auditório do BNDES e Sala Villa-Lobos da UniRio), Porto Alegre (Instituto Ling), e Brasília (CTJ Hall, Casa Thomas Jefferson), dedicados exclusivamente a compositores brasileiros, com obras de Claudio Santoro, Fructuoso Vianna, Heitor Villa-Lobos, Alexandre Levy, Alberto Nepomuceno, Henrique Oswald, Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Jorge Antunes, Edino Krieger, Leandro Braga, Amaral Vieira, e Lorenzo Fernandez, incluindo primeiras audições mundiais de peças que encomendou.

Em agosto de 2015, lançou o Instituto Piano Brasileiro (www.institutopianobrasileiro.com.br), com recursos próprios, um amplo portal na internet dedicado ao rico universo pianístico brasileiro em suas diversas esferas, com o objetivo de ampliar suas pesquisas. O site conta com oito seções: Enciclopédia (verbetes sobre pianistas brasileiros e compositores brasileiros que escreveram para piano, com informações sobre suas carreiras e catálogos de obras), Discografia (catalogação das gravações feitas por pianistas brasileiros desde o início do século XX, em uma grande tabela, que pode ser sortida por ordem alfabética em cada coluna), Discos (seção destinada à catalogação de discos específicos, com suas fichas técnicas, e capas), Partituras (aqui iniciamos a primeira tentativa de se catalogar todas as partituras publicadas no Brasil, listando-as por editora e número de chapa, dando prosseguimento ao trabalho de D. Mercedes Reis Pequeno, pesquisadora pioneira na musicografia brasileira. Para este trabalho, estão sendo consultados centenas de catálogos de editoras antigas, além das próprias partituras e anúncios em jornais da época. Serão disponibilizadas para download partituras que estejam em domínio público), Linha do tempo (com momentos importantes na história do piano no Brasil e no mundo, incluindo concertos, concursos, gravações históricas, estreias de obras, e criação de conservatórios), Imagens (diversas imagens relativas a pianistas e compositores brasileiros), Biblioteca (catalogação de publicações sobre o tema, como livros, trabalhos acadêmicos, artigos de jornais e revistas, e encartes de discos) e Blog (seção que oferecerá novos olhares sobre o piano brasileiro, incluindo pesquisas inéditas e entrevistas com pianistas atuais). Para a inauguração, foi feita uma entrevista especial com o pianista Nelson Freire, em sua residência.

Em outubro de 2015, trabalhou na organização dos manuscritos de Chiquinha Gonzaga, que agora estão disponibilizados no site do IMS http://fotografia.ims.com.br/partituras/ , e em novembro apresentou um recital com 15 músicas de Henrique Alves de Mesquita, no SESC (913 sul) de Brasília, divulgando o acervo digital http://www.henriquealvesdemesquita.com.br/ .

Em março, abril e maio de 2016, realizou uma breve turnê intitulada "Nazareth Contemporâneo" no Rio de Janeiro (Instituto Moreira Salles), Brasília (Casa Thomas Jefferson) e Campinas (Instituto CPFL), apresentando um repertório inédito com 10 músicas que encomendou a 10 compositores desde 2013, nacidos entre as décadas de 1920 e 1980. Os compositores foram: Edino Krieger (Passacalha para Nazareth), Jorge Antunes (Tanguinho do Alexandre), Edmundo Villani-Côrtes (Choro dengoso), Ricardo Tacuchian (Ernesto Nazareth no Cinema Odeon), David Thomas Roberts (Remembrance), Ronaldo Miranda (Aeroflux - revisitando Nazareth), Tim Rescala (Os devaneios de um entediado Ernesto Nazareth ao tocar num despovoado Cinema Odeon), Fabiano Borges (Estudo nazarethiano nº 5 - transcrição de Alexandre Dias para piano solo) e André Mehmari (Passeando com Nazareth). Os pedidos de encomenda foram acompanhados de dois pré-requisitos: que fossem para piano solo, e que fossem dedicadas a Ernesto Nazareth. O resultado foi um caleidoscópio representativo das diferentes estéticas contemporâneas, trazendo uma contribuição única ao repertório pianístico brasileiro e universal, e que acaba por evidenciar ecos profundos e inéditos entre a música de Nazareth, nascido em meados do século XIX, e compositores atuais. A maior parte das peças foi estreada na presença dos próprios compositores. O vídeo do recital realizado na Casa Thomas Jefferson em 29/04/2016 pode ser assistido aqui.

Além das encomendas Nazarethianas, Alexandre também já encomendou a quatro compositores peças dedicadas a Marcello Tupynambá. São eles: André Mehmari (Retrato de um Pierrô bem Acompanhado), Edmundo Villani-Côrtes (Valsa Brilhante), Amaral Vieira (Cinco Variações sobre um tema de Marcello Tupynambá ) e Leandro Braga (Um baile).

No segundo semestre de 2016, prosseguiu com a digitalização do acervo de fitas-rolo e fitas K7 da pianista Neusa França, de quem foi aluno. O acervo consiste em cerca de 50 fitas-rolo e mais de 300 fitas k7, compreendendo centenas de horas de gravações realizadas por Oswaldo França (esposo de Neusa), de concertos ao vivo, e saraus na residência da família com diversos músicos das áreas eruditas e populares. O acervo está sendo disponibilizado pelo Instituto Piano Brasileiro, com autorização da família, nesta playlist do youtube.

Em 2017, intensificou o trabalho de digitalização e catalogação de acervos de partituras, vindo a trabalhar com cinco grandes acervos particulares: 1) do pianista, compositor e musicólogo Aloysio de Alencar Pinto (1911-2007), cujo vasto e diversificado acervo está sendo doado ao IPB por seu filho Georges Mirault, consistindo em raros manuscritos autógrafos, primeiras edições, catálogos de partituras e de gravações, fotos, livros, revistas, programas de concerto, recortes de jornal, textos e documentos diversos; 2) da pianista Maria Helena Bittencourt Neiva (1927-2007), ex-aluna de Lucia Branco, de quem herdou diversas partituras, fotos, programas de concerto, correspondências, recortes de jornal, e cujo acervo também é composto por diversos documentos relativos ao Movimento Artístico Lucia Branco (MALB), encabeçado por Maria Helena entre as décadas de 1970 e 1990 - acervo doado por seu sobrinho, o violoncelista Gustavo Tavares; 3) do tenor e pianista Hermelindo Castello Branco (1922-1996), que reuniu mais de 6.000 partituras de canções brasileiras, provavelmente o maior acervo do gênero, doadas à Casa do Piano, coordenada por Rogério Resende, e cedidas ao IPB temporariamente para digitalização; 4) da pianista Belkiss Spenzieri Carneiro de Mendonça (1928-2005), contendo milhares de partituras brasileiras, com enfoque em obras contemporâneas, especialidade da pianista, e que foram cedidas temporariamente pela família ao IPB para digitalização; 5) da pianista Eudóxia de Barros (1937), um dos maiores acervos de partituras de piano brasileiro, também cecido temporariamente ao IPB para digitalização e catalogação; 

No mesmo ano, divulgou no IPB, para download gratuito, as partituras de Luciano Gallet (em domínio público desde 2002), e de João de Souza Lima, este último em parceria com seu filho, Antonio Augusto de Souza Lima, e a editora Irmãos Vitale.

As pesquisas em acervos de partituras resultaram no descobrimento de várias obras desparecidas, como por exemplo: a "Ave Maria", de Ernesto Nazareth, descoberta dentro de um dos manuscritos presentes na Biblioteca Nacional (a descoberta resultou em uma matéria nO Globo); a "Sonatina No.9" de José Siqueira, a "Valsa (quase popular)", de Fructuoso Vianna, e "Do tango ao amor", de Pixinguinha (as três no acervo de Aloysio de Alencar Pinto); a polca "Suzana", de Irineu de Almeida e a modinha "O retrato", de Henrique Alves de Mesquita (ambas no acervo de Hermelindo Castelo Branco); além de um choro inédito de João Pernambuco e uma valsa inédita de Baden Powell (ambos presentes no acervo de fitas-rolo de Neusa França).

Em suas pesquisas, também descobriu o registro de nascimento de Pixinguinha, até então desconhecido, que permitiu que se corrigisse a data de nascimento do compositor para 4 maio, e não 23 de abril. Esta descoberta resultou em uma matéria nO Globo.

Clipping de Alexandre Dias como pianista e pesquisador (PDF).